ESCREVINHATÓRIO (4) – Do lado de fora

Não aprecio as coisas que aquele tipo escreve. Mil e uma coisas amontoadas e sem uma ordem que por vezes as acalme.
Se calhar são guerras dele que ele torna públicas, quase todas elas não abonam grande coisa para ele próprio, embora ele ache que abonam.

Não percebe o essencial – “o essencial é invisível aos olhos” – e vai por ali, escrevendo coisas avulsas, complicadas de entender, fora das fórmulas, desalinhadas, de interesse relativo, não raras vezes sem interesse… 
Não percebe que só se sabe o que se quer dizer quando já se disse. E que não existem histórias e o que existe é quem as conta.
Teima, insiste, persiste, subsiste, em riste e não desiste. E por vezes é triste.
E amargo. E azedo. E irónico. E sarcástico.
Não está do lado de fora.
©AL.abr2015 
destaques

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