Desterritorialização e filiação ao lugar: Aldeia da Luz, Vilarinho das Furnas, Foz do Dão…

Ana Maria Cortez Vaz dos Santos Oliveira apresentou em 2011
à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra uma Dissertação de mestrado em
Geografia Humana (Ordenamento do Território e Desenvolvimento), onde estuda os
processos de desterritorialização e filiação ao lugar. O seu estudo incide na
Aldeia da Luz (Alqueva) mas dedica também um capítulo à Foz do Dão.
Escreve esta investigadora na introdução que “a problemática
do processo de desterritorialização é pertinente e actual. “ Salienta também que
“o vínculo, a filiação, o apego, o laço que nos une a determinado território
está sujeito a riscos que podem ter origem em múltiplos factores e
circunstâncias como, entre outros, a guerra, a crise económica, o desemprego,
qualquer tipo de confinamento espacial, cheias, sismos, movimentos de vertente
ou, como no caso que se analisará neste trabalho, a construção de grandes
infra-estruturas, como barragens.”
Referindo-se à Aldeia da Luz, afirma que “apesar da velha
aldeia ter desaparecido na paisagem, esta continua presente na memória e na
identidade das populações.”
O mesmo poderíamos dizer da aldeia da Foz do Dão. Nesse
sentido, transcrevemos um excerto, aconselhando a leitura integral e o estudo
deste trabalho académico.
“A aldeia de Foz do Dão pertencia à freguesia da
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