Corunha descobre pintura de José Fonte

FOTO: Rafael Magán Garcia
Conheço o José Fonte desde os tempos do liceu. Fomos colegas de turma no 9º ano. Nessa altura o José distinguia-se dos restantes pelo talento a jogar com os pés. Era um avançado temido e quando chegou aos seniores do Mocidade FC, da Cheira, o seu futebol técnico, mas eficaz, deixou uma marca. Mas, para além dos pés, o José Fonte desenvolveu, ao longo da vida, uma outra virtude, a pintura.
Primeiro, como autodidata e mais tarde na ARCA – Escola de Técnicas Artísticas de Coimbra, onde estudou, trilhou um caminho que, julgo eu, porque não sou especialista na área, atingiu agora a maturidade plena.
As criações do José Fonte ultrapassaram muros e estão agora nas paredes de uma galeria espanhola. Na Corunha, a “Arte Imagen” exibe “doze quadros que formam um percurso paralelo à caminhada da vida. De Alfa a Ómega, o principio do fim do ciclo.” As palavras que introduzem esta exposição sintetizam, parece-me a mim, a fase atual da sua carreira. A exposição chama-se “100 passos/sem passos”.
A atitude de José Fonte sempre foi proativa. Lembro-me do seu papel relevante na Prof ‘Arte, a iniciativa que teve origem numa homenagem ao Mestre Martins da Costa e se realizou durante vários anos, envolvendo a comunidade escolar, sobretudo na escola secundária de Penacova, e os artistas. Também recordo, em 1999, uma pouco convencional, pelo espaço onde se realizou, exposição coletiva com colegas do curso de pintura da ARCA. A mostra reuniu trabalhos dele, de António Alpoim e de Márcio Costa. Aconteceu no “Independente Bar”, na Cheira e foi em 1999. Ao longo dos anos, a sua pintura foi ganhando admiradores, prémios e reconhecimento. Já tinha exposto fora do país em mostras coletivas.
É por isso com enorme satisfação que vejo o José Fonte mostrar a sua arte, fora de portas, numa grande exposição individual. A galeria “Arte Imagen”, na Corunha, existe desde 1993. A exposição está patente até 18 de janeiro.
destaques

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