Concurso pode avançar nos próximos meses

Imóvel integra lista do programa Revive
O Programa Revive foi lançado pelo governo em 2016 com o objetivo de abrir à concessão de privados um conjunto de edifícios de valor histórico que, por múltiplas razões, estão sem utilização, ou mesmo ao abandono.
O primeiro projeto aprovado foi a recuperação do convento de São Paulo, em Elvas, adjudicado ao grupo Vila Galé que ali vai criar uma unidade hoteleira de quatro estrelas. Seguiram-se os pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, concessionados ao grupo Visabeira e o hotel Turismo, da Guarda, que ficou com o grupo MRG.
Na calha estão os concursos para o colégio de São Fiel, em Castelo Branco, convento de Santa Clara, em Vila do Conde, forte da Meia Praia, em Lagos e a coudelaria de Alter do Chão, entretanto já lançado. Nos próximos meses devem avançar para a fase de concurso outros imóveis e, entre eles, poderão figurar as antigas instalações do hospital psiquiátrico de Lorvão. A Livraria do Mondego sabe que o ministério da economia aguarda pela avaliação, contratada pela câmara de Penacova, para poder avançar com o processo.
O Mosteiro de Lorvão integra o pacote de mais de trinta imóveis a concessionar a privados. No sítio da internet do Programa Revive pode ler-se que “a área a afetar a uso turístico é a totalidade do imóvel, com exceção da igreja.”
Para apoiar os investidores a reabilitar este conjunto de edifícios históricos, o Turismo de Portugal e os bancos avançaram com uma linha de apoio financeiro de cento e cinquenta milhões de euros.
Entretanto em março último, um movimento de cidadãos lançou uma petição pública que defende a conversão das instalações do ex-hospital psiquiátrico em unidade de cuidados continuados e de reabilitação. O movimento, apelidado de “Mais Saúde para o Hospital de Lorvão” entende que a opção se justifica perante a falta de estruturas do género no país. Devolutas e em acelerada degradação, as instalações de Lorvão devem, segundo este movimento, vir a integrar a rede nacional de cuidados continuados. 
Álvaro Coimbra
destaques

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