Reconstrução de casa na Ribeira bastante atrasada

Obra tem andado a um ritmo muito lento
Na tragédia de 15 de outubro, do ano passado, o fogo destruiu a casa de Trindade Correia, na aldeia da Ribeira, em São Pedro de Alva. “A casa ardeu completamente. Fiquei só com a roupa que tinha no corpo”. No último ano, ela, a filha Isabel e o neto viveram em Telhado, em casa de uma familiar e, nos últimos meses, com a expetativa da reconstrução, mudaram-se, de novo para a Ribeira, para debaixo do teto de uma irmã.
A casa de Trindade Correia, de primeira habitação, foi para a lista das prioritárias. As demolições começaram no início de Julho e a reconstrução veio logo a seguir. Mas, nos últimos meses, conta-me a filha Isabel Fernandes, o ritmo da obra não tem sido o desejado – “por esta altura já a casa deveria estar mais adiantada. A empresa desculpa-se com a falta de pessoal e não tem muita organização. Na semana passada estiveram aqui elementos da câmara de Penacova, da Comissão de Coordenação e do consórcio e reconheceram que a obra não está avançar como deveria.”
O que se vê, da futura casa de Trindade Correia, são duas paredes ao alto! Nada mais! Uma situação que aumenta os níveis de ansiedade da proprietária – “estou há um ano sem casa. Não vejo isto a andar! É um desespero!”
Isabel Fernandes, a filha, censura o facto de se terem criado falsas expetativas às pessoas – “Se a casa era prioritária como é que ainda está assim?! Ficou escrito que a casa seria entregue em dezembro.”
Recentemente, a CCDR-Centro, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que está a gerir o processo, admitiu que será impossível terminar o processo de reconstrução até dezembro e prevê para meados do próximo ano a sua conclusão.
Ainda segundo a CCDR, nos trinta municípios da região centro atingidos pelos incêndios de 2017, foram aprovados 836 pedidos de apoio para reconstrução de habitações. As obras estão concluídas em 312 e as restantes estão em execução. No concelho de Penacova nenhuma das casas está concluída.
destaques

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